quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sonhos perdidos...



Estava escuro, mas ao mesmo tempo havia uma luz forte sobre mim. Senti um toque suave e quente no braço, olhei e lá estavas tu, deitado ao meu lado, com um olhar doce e protetor.
Sorri, tiraste os fios de cabelo que me tapavam os olhos, e sorriste para mim.
Senti um arrepio, as tuas mãos percorriam-me o corpo juntamente com o teu olhar, até que me agarraste forte como se esse abraço me protegesse de tudo e beijaste-me. 
Os lábios quentes, a barba áspera, um arrepio gelado que me deixou em êxtase, e esse olhar que tantas vezes desejei. Tudo estava diferente, mas não me importei, era tudo como desejava.
As carícias, o pegar forte, os corpos juntos e um fulgor nunca antes visto ou vivido, um calor que pairava entre nós. As minhas mãos entrelaçadas no teu cabelo, os teus beijos, as minhas mãos a pedirem mais, escorregam para as tuas costas, e tu apenas te limitavas a dar tudo. Esta noite fria tornou-se na mais quente e aconchegante de sempre, o teu abraço forte e as tuas mãos bailarinas num palco só nosso. Tudo o que eu tinha pedido estava agora tão perto, e adormeci nos teus braços...
Quando acordei, novamente uma luz forte, olhei para o lado e...  
Tudo não tinha passado de um sonho novamente. Este desejo ardente de te ter persegue o meu mais ínfimo sonho...

terça-feira, 18 de março de 2014

Poison!

És como um veneno,
Veneno leve, letal,
Veneno que não mata mas consome.
És aquele que me tira o sono com pensamentos,
Que me dá prazer nos sonhos mais impossíveis.
Pela manhã ao acordar a primeira imagem é esse veneno.
De perfume doce e provocador.

Possuis-me de desejos reprimidos,
És o som sem palavras,
O abraço sem toque,
O olhar sem visão.
És aquele por quem a minha paixão passou mas não encontrou,
Sem nunca te ter beijado, sei o sabor da tua boca, 
Sinto o teu calor bem perto, os lábios molhados, o mundo parado...

És ilusão, és tentação,
És amor, que desconhece tal sensação.
És veneno meu amor, 
Que desejo beber até cair nos teus braços e pensar,

Encontrei-te, meu coração!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O caderno é o meu refúgio. A caneta é a minha voz. Com eles digo tudo que não se ouve. A solidão do meu quarto é a força que me faltava para puder exprimir tudo o que sinto.
Deito-me no escuro a pensar como seria se tudo o que digo em silêncio fosse lido por ti em voz alta.
Existe atitude, mas falta a coragem de exprimir estes sentimentos mais únicos.
Todos vocês olham para mim, vêm-me rir, falar, e não há nenhum que olhe bem no fundo dos meus olhos e veja para além deles.
Tenho saudades. Por vezes a multidão faz-me sentir ainda mais no meio de ninguém.
Agora, este sentimento que não está a aguentar ficar fechado, e está a fazer de tudo para sair da nunha boca.
Tenho medo, muito medo. Será realidade ou ilusão? Mas não sei de que tenho mais medo, de ser uma ilusão e não querer que ela acabe, ou de ser uma verdade que tenho medo de não estar à altura. Sinto-me patética, sinto que estou numa ilha a esbracejar por ajuda olhando para o céu sem perceber que no meio daquela imensidão de nada está um tudo a observar.
Então escrevo, escrevo, risco, rescrevo, volto a rasurar e a  escrever, pois é algo libertador.
Mas sempre no desejo que algum dia alguém venha, leia, perceba e queira escrever comigo uma história nossa, espero por ti, mas não te esqueças que um dia pode ser tarde para te lembrares que queres ser guionista e nessa altura vou estar aqui e dizer-te que apenas és uma personagem principal do primeiro ato, nessa altura, já estou a meio do segundo sem espaço para papéis secundários.
E como Shakespeare um dia escreveu, não te esqueças que,
"O mundo inteiro é um palco e todos os homens e mulheres não passam de meros atores.
Eles entram e saem de cena.
E cada um no seu tempo representa diversos papéis."

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Talvez saiba quem és, amor platónico!

Espero por ti sem saber quem és.
És alguém de quem eu preciso, és a pessoa em quem eu posso confiar, que me ama, me respeita e me protege, és sincero, meigo e amigo. Conheces o meu passado sem me julgares por isso, o teu interior é lindo e o teu exterior é o que eu gosto, podes não ser o "Brad Pitt" das outras miúdas, mas para mim és o meu "Vin Diesel", sabes vestir-te bem, sabes sair... Consegues ser o meu príncipe e  o meu bad boy. Mas a cima de tudo sabes ouvir, ouves o que digo, mas não é um ouvir qualquer, é um ouvir com atenção, sabendo tudo o que eu quero dizer.
És tu sim, não sei o porquê de ainda não te ter caído a ficha. Tu és o Homem dos meus sonhos, o amor da minha vida, o companheiro de SEMPRE!

Mas quem és tu? Porque só existes nos meus sonhos mais lúcidos?
Andas por aí perdido, a caminhar sem direção, perdido sem mim, sem a, também, mulher da tua vida. A mulher que te vai olhar nos olhos e sorrir, dizer que te ama. Com ações, traduzindo-as depois em palavras sussurradas ao ouvido. Esta mulher que te vai aconchegar de noite, que vai sorrir quando partires só para não te fazer sofrer, mas destruída de saudade por dentro, e quando chegares não vai conter as lágrimas de tanta emoção.
Vamos passar noites no sofá a ver um filme, vamos ver um jogo de futebol, vamos sair os dois juntos, ou com os amigos, ou simplesmente cada um com os seus, e isso vai deixar-nos felizes, vamos confiar um no outro, mas sem deixar de lado um ciúme saudável. Vais ligar a meio da noite a dizer como correu e eu vou ligar-te para dizer apenas o quanto gosto de ti! Mas a felicidade vai acompanhar-nos até à eternidade.
Que nome tens? Qual o teu apelido? Não sei quem és, mas espero por ti, na minha vida a 180º, porque simplesmente sei que vais aparecer um dia.
Quando eu menos esperar.