segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O caderno é o meu refúgio. A caneta é a minha voz. Com eles digo tudo que não se ouve. A solidão do meu quarto é a força que me faltava para puder exprimir tudo o que sinto.
Deito-me no escuro a pensar como seria se tudo o que digo em silêncio fosse lido por ti em voz alta.
Existe atitude, mas falta a coragem de exprimir estes sentimentos mais únicos.
Todos vocês olham para mim, vêm-me rir, falar, e não há nenhum que olhe bem no fundo dos meus olhos e veja para além deles.
Tenho saudades. Por vezes a multidão faz-me sentir ainda mais no meio de ninguém.
Agora, este sentimento que não está a aguentar ficar fechado, e está a fazer de tudo para sair da nunha boca.
Tenho medo, muito medo. Será realidade ou ilusão? Mas não sei de que tenho mais medo, de ser uma ilusão e não querer que ela acabe, ou de ser uma verdade que tenho medo de não estar à altura. Sinto-me patética, sinto que estou numa ilha a esbracejar por ajuda olhando para o céu sem perceber que no meio daquela imensidão de nada está um tudo a observar.
Então escrevo, escrevo, risco, rescrevo, volto a rasurar e a  escrever, pois é algo libertador.
Mas sempre no desejo que algum dia alguém venha, leia, perceba e queira escrever comigo uma história nossa, espero por ti, mas não te esqueças que um dia pode ser tarde para te lembrares que queres ser guionista e nessa altura vou estar aqui e dizer-te que apenas és uma personagem principal do primeiro ato, nessa altura, já estou a meio do segundo sem espaço para papéis secundários.
E como Shakespeare um dia escreveu, não te esqueças que,
"O mundo inteiro é um palco e todos os homens e mulheres não passam de meros atores.
Eles entram e saem de cena.
E cada um no seu tempo representa diversos papéis."

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