Desculpa, mas não tenho a culpa.
Não tenho a culpa de te teres tornado tão especial e importante, não o fiz de propósito, apenas aconteceu.
Da primeira vez tive medo, afastei-me, não estava preparada para este turbilhão de sentimentos, da segunda vez também não estava, não estou, mas aconteceu.
Não tenho culpa de, passados 3 anos, achar que agora vale a pena, que tu vales a pena.
Não tenho culpa de querer sentir-te perto, de querer falar contigo todos os dias, nem que seja só para ouvir a tua voz.
Não queria admitir, não queria demonstrar mas já é quase impossível, pois tu fazes o meu dia em sonhos acordados, tu fazes os meus olhos brilhar, quando te vejo, fazes o meu peito apertar quando estás mal, fazes os meus olhos chorar quando me falas "daquela" maneira.
Pronto, admito, mas não tenho a culpa de gostar de ti.
Pior que a distância é sentir-te longe mesmo ao meu lado. Eu sei que foi de repente, que nenhum de nós está pronto, mas apenas não pedi para sentir.
Os meus dias têm sido RIR PARA NÃO CHORAR. Tenho saudades do amigo, daquele olhar terno, do teu sorriso maravilhoso, da tua vontade de viver, até de quando implicas com o meu sotaque, de quando gozas com o meu "lá sei".
Simplesmente tenho saudades tuas!
Não tenho culpa de não te conseguir dizer tudo a olhar-te nos olhos, mas falha-me a voz, então escrevo, é a única maneira de desabafar.
Gosto de ti, mas não tenho culpa...

Sem comentários:
Enviar um comentário